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Azizah Gomes a Belly Dancer Plus Size que não se deixa intimidar

Sabe aquele tipo de bailarina   que emana vibrações positivas, que é bem humorada e dança sem medo de ser feliz? Pois é, a Azizah é desse jeitinho, está sempre  divertindo-se com a dança expondo nas redes sociais, nos palcos e na vida  todo aquele charme de belly dancer plus size que não se deixa intimidar.

Azizah  é um exemplo  claro de que a dança do ventre só não é possível  pra quem não se permite ser feliz.

Então quer conhecer mais sobre as vivências dessa bailarina plus size maravilhosa ? Continue lendo e veja como Azizah shimma na cara do preconceito.

BM–> Você já passou por situações de preconceito devido ao fato de ser uma belly dancer plus size? 

olhar belly dancer azizah gomes plus size

Aziza Gomes– Situação 1- Os olhares de reprovação…

Sim, e de todas as situações os  olhares de reprovação  sempre são o que dói mais, mas neste momento eu lembro que o que de fato importa é como me vejo, e na minha visão o que interessa de verdade é a auto aprovação, e assim ergo a cabeça, encho o coração de amor próprio e vou dançar o que sou e como sou, e sabe o que acontece?  Ganho  a oportunidade de ver  os olhares de quem tem sensibilidade para aplaudir a arte além de padrões, além da mera superficialidade física, isso não ocorreria se eu tivesse me deixado vencer.

Aziza Gomes–Situação 2- Os contratantes…

Existe preconceito também por parte de contratantes, principalmente  quando  não te conhecem ou não conhecem seu trabalho. Você percebe o desconforto em relação a peso e altura ou porte físico para ser mais exata! Mas como sempre tenho algo a mais na língua acaba encerrando qualquer assunto no momento em que acontece.

Quem é plus size e deseja apresentar-se profissionalmente tem que ter em mente que essas situações podem ocorrer, e já de antemão preparar-se emocionalmente para dar a volta por cima.

Aziza Gomes–Situação 3- Os Comentários Preconceituosos…

Teve uma  apresentação em que  senti-me ferida, foi logo no inicio da minha carreira na primeira casa que fui bailarina. Durante a performance havia na plateia 3 pessoas,  1 homem e 2 mulheres, com  o fim  da minha apresentação encerrei próximo da mesa destas pessoas e tive a infelicidade de ouvir a mais gordinha delas dizer:” Ela dança tão bem né?   PENA QUE ELA É GORDA ,COITADAAAA” e encerrou o comentário maldoso  com aquele sorrisinho sarcástico.

Na hora me deu vontade de dizer para ela tudo o que você deve ter acabado de pensar lendo este texto, mas por educação, não o fiz.

Na verdade o que fiz foi me recolher ao camarim, na mais profunda tristeza interior  e me acabar de chorar, eu poderia ficar ali horas com pensamentos derrotistas aniquilando a mim mesmo, mas felizmente  a guerreira que há dentro de mim, não se deixou vencer , muito pelo contrário, me fez reunir todas as forças enxugar as lágrimas  retocar a maquiagem e voltar determinada a não desistir dos meus sonhos por opinião alheia.

Voltei a me apresentar e dessa vez não sai de perto da mesa deles, foi um momento marcante na minha vida o simbolo de que meu amor pela dança e por quem sou dançando jamais se deixará derrotar não importa  o que digam.

BM-  O que você diria para as mulheres  que tem receio em praticar a dança do ventre devido ao peso corporal  ou qualquer outro bloqueio vindo de padrões sociais?

Danca do ventre plus size Azizah Gomes

Lógico que não é tão fácil assim,pois, embora vivamos em uma era onde cada vez mais se esboça o respeito pelas diferenças, pela identidade do outro, a sociedade ainda se baseia em padrões de beleza que foram fortemente arraigados  influenciando opiniões preconceituosas e discriminatórias.

Toda belly dancer plus size precisa ter em mente que é possível existir diversas situações de preconceitos em sua jornada, alguns deles vão aborrecer bastante, e infelizmente  isso não vai mudar de um dia para outro, mas o importante em tudo isso é não nos darmos por vencidas, precisamos ter coragem e parar de se esconder por trás de medos e complexos que tentam nos excluir.

Não podemos  deixar que preconceitos  influenciem a opinião  que temos sobre nós mesmos, a ponto de nos privarmos daquilo que nos faz feliz, que contribui pra nossa saúde e que somos altamente capazes de fazer como qualquer outra mulher como por exemplo a Dança do Ventre.

Temos mais é que viver nossa dança, e como sempre  digo um andorinha não faz verão sozinha, mas basta uma para aparecer e chamar mais delas e quem sabe assim um dia isso acabe ou diminua. Então o primeiro passo é libertar-se


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Fotos por—- Gerson Pereira e Sidney Lima