Danças Árabes

Dança Árabe Masculina a Melhor Escolha que fiz em Minha Vida

Você sabia que no Oriente Médio existem as danças essencialmente masculinas? Sim, é a mais pura verdade!

Embora sejam  por vezes erroneamente confundidas  com Dança do Ventre, as danças árabes masculinas  são na verdade artes  totalmente diferentes do contexto feminino.

Oferecendo diversas modalidades os movimentos das danças árabes masculinas geralmente enfatizam não só a virilidade, força e resistência masculina, mas também, todo um contexto cultural e valoroso da forma de viver,lutar,  celebrar e interagir dos homens do Oriente Médio.

Em meio a diversas modalidades destinadas aos homens, a dança árabe masculina mais conhecida e praticada nos palcos ocidentais  é com certeza o Dabke, seguido também do Tahtibe  (Dança com Bastão).

E acredite, aqui no Brasil esse tipo de dança vem se expandindo poderosamente.

Na atualidade, é bastante comum vermos nos mais diversos eventos de dança a participação dos homens, e não somente acompanhando bailarinas em performances de casal, mas também,  em incríveis performances solo, que arrebatam plateias e causam os mais surpreendestes suspiros no publico feminino.

E não só isso,  a dança árabe masculina transforma a vida de seus praticantes, sendo capaz de tornar-se não somente um hobby ou alternativa de exercício, mas uma profissão maravilhosa.

Por essas e outras que convidamos o bailarino Fábricio Dabke, referência em danças árabes no Rio de Janeiro para compartilhar com a gente um pouco de suas experiências na prática dessa arte.

Acompanhe-nos nessa conversa com um grande talento nacional  que tem folclore árabe tanto nos pés quanto no nome.

BM— Como a Dança Árabe Masculina entrou na sua vida?

Fabrício–>Dança e música sempre caminharam comigo, desde 1995, fase em que eu já era bailarino de street dance e hip hop.

Nessa época eu nem imaginava que a vida me reservava um estilo totalmente diferente que faria parte de mim de maneira surpreendente.

Assim, o primeiro contato que tive com algo relacionado ao estilo oriental, foi com a música árabe que ecoava do quarto da minha irmã que é bailarina e professora de dança do ventre.

Então, ao ouvir música árabe, alguma coisa despertava em mim, um misto de curiosidade e atração, mas não passava disso.

Tudo mudou, através de um convite de um grande amigo, Gabriel, bailarino de folclore árabe e meu companheiro de jornadas do street, que me incentivou a participar de uma aula experimental de Dabke com o professor( padrinho de coração) Elias Tanous da escola de dança “El Marouni”.

E desde então, nunca mais larguei a dança árabe, e com certeza, foi a escolha mais feliz em minha vida.

BM— O que mudou na sua essência ao praticar a Dança árabe masculina?

Fabrício–> na adolescência eu me sentia muitas vezes nervoso e irritado com diversas situações. Quando a dança árabe entrou em minha vida esse quadro se transformou.

Acredito que a dança árabe modificou de maneira positiva minha essência, contribuindo para que eu me tornasse um homem mais equilibrado diante dos desafios da vida. Hoje posso dizer que estou mais centrado e em paz comigo mesmo.

BM-  Qual foi a importância dessa dança em sua vida? E como você a vive nos dias atuais?

Posso afirmar com certeza que a dança árabe teve uma importância enorme, dando mais sentido e razão a minha existência, pois, muito do meu senso de auto realização vem de sua prática.

Assim, seja aprendendo, ensinando, ensaiando ou apresentando a sensação de felicidade é imensurável.

Não é à toa que se tornou meu trabalho, hoje eu vivo de dança e para dança e mesmo com enormes responsabilidades, e intensas batalhas o amor pela arte continua predominando.

BM- Quais oportunidades a prática da Dança Árabe trouxe para você?

Fabrício—->Além da oportunidade de viver fazendo o que amo, a dança árabe me trouxe presentes mais valiosos que ouro e milhares de camelos, me trouxe conhecimento, cultura, saúde, amizades verdadeiras, cumplicidade e a mulher da minha vida, minha companheira de dança, a também bailarina Zarah Li.

Há dez anos, a arte uniu nossos passos não só na coreografia dos palcos, mas também, na coreografia e nos improvisos da vida. Assim, seguimos caminhando juntos em nossos objetivos, trabalhando exclusivamente com a dança e com a música árabe.

BM— Quando você diz que é bailarino de Danças Árabes, o que as pessoas costumam comentar? Você detecta algum tipo de preconceito ou desvalorização?

Fabrício–> Com certeza rola um pouco de preconceito quando a gente fala que é bailarino de dança árabe, ou folclore árabe. A pessoa já pensa que é dança do ventre ou algo voltado para o universo feminino.

Mas é perfeitamente compreensível, pois, embora as danças árabes masculinas venham se expandindo de uma forma que nem temos noção de sua real dimensão, muitos ainda não conhecem.

Com jeito e paciência explicamos numa boa, sobre a diferença entre as danças árabes masculinas e a dança do ventre.

Vale ressaltar que sobre os homens que dançam a dança do ventre, não tenho nenhum preconceito, acho que tem espaço para todo mundo, basta que saibamos diferenciar uma arte da outra, ou seja, dança do ventre do folclore árabe e etc.

BM- O que você acha que poderia ser feito para modificar pensamentos errados em relação a Dança Árabe masculina no Brasil?

Fabrício–> O fato é que, muito desses pensamentos errados sobre a danças árabes masculinas dependem de todos nós para serem desmistificados.

A mudança precisa partir da gente, tanto alunos quanto profissionais. Os profissionais precisam agir ofertando eventos com presença de danças árabes masculinas e  buscando cada vez mais formas de divulgar e difundir o folclore árabe.

Cabe as escolas que valorizam as danças árabes em suas diversidades oportunizar apresentações e shows para bailarinos de folclore árabe em seus eventos, assim como ofertar a temática em workshops.

Cabe aos alunos e praticantes  chamar os amigos para ir em shows que oportunizem o contato com a arte, e assim, quem sabe saírem desses eventos com outra visão por meio dessas sementes lançadas, ou quem sabe, como futuros bailarinos.

Essas atitudes são extremamente necessárias, pois, embora as danças árabes estejam se expandindo ainda precisam aparecer mais em nosso cenário para que o público veja e comecem a ter uma percepção diferenciada e correta sobre esse tipo de dança.

BM- Já que falamos sobre expansão, como você tem percebido o avanço e valorização das danças árabes masculinas no Brasil?

Tenho visto de forma positiva, embora possa melhorar ainda mais;

Sobre trabalhar em prol do avanço e valorização das danças árabes masculinas no Brasil eu não poderia deixar de citar meu mestre Nasser Mohamed que não mede esforços em disseminar essa arte por todo país.

Por meio do trabalho do Nasser vem crescendo e muito o número de homens atuantes nesse mercado, principalmente dentro de São Paulo.

Outra cidade que chama atenção é Manaus no norte do Brasil que possui uma grande concentração de homens dançando com grupos muito bons.

Em Belo Horizonte com Brigitte Bacha, temos um grande expoente com seu grupo de dabke reconhecido positivamente pelo trabalho de qualidade.

No Rio de Janeiro onde atuo, vem crescendo aos poucos, mas com avanços dignos de comemoração.

Acredito que namorados, amigos, irmãos e primos de bailarinas tem se interessado mais em fazer parte desse mundo e isso para todos nós que amamos essa arte é um grande presente, é sinal que o trabalho feito durante anos está dando frutos, não só no folclore libanês, como no egípcio e outros também.

BM— Então, que dicas você daria para os rapazes que desejam aprender essa arte e se profissionalizar?

Fabrício–> procurem uma escola séria, capaz de fornecer didáticas com conhecimento tanto técnico quanto cultural.

E quando começar suas aulas, não se apressem em aprender tudo de uma vez pulando etapas essenciais.Entenda que cada processo tem seu tempo e que o treino maior que a gente faz é em casa, principalmente quando se está começando os estudos.

No mais, dedique-se e empenhe-se, pois, além de aprender uma arte você vai adquirir uma postura corporal singular e um amplo desenvolvimento da coordenação motora, assim como, fortalecimento dos músculos superiores e inferiores.

A dica final, é que você comece o quanto antes, pois, além de muita diversão e oportunidades maravilhosas para sua vida, as danças árabes masculinas são ótimos exercícios não somente físico, mas também mental.

Acredite, praticando Danças Árabes você só tem a ganhar. Vá em frente!!!



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