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Deliha Filme Turco Para se Divertir

Se não der para se jogar na queda turca, dá pra cair na risada com essa comédia  que foi um achado e tanto esses dias no Netflix.

Esse divertido achado se chama Deliha, um filme alto astral, leve e encantador que surpreendentemente me mostrou um lado cinematográfico da Turquia que eu não conhecia, o da comédia.

De cara o  entusiasmo tomou conta de mim e não me arrependi em ficar na frente da tv e apreciar por 102 minutos  essa trama hilária que conquistou meu coração.

Isto porque, a qualidade de fotografia do filme é maravilhosa sem contar os cenários tanto internos quanto externos que são perfeitamente ambientados em uma atmosfera magnética capaz de captar a beleza e o encanto de um estilo de vida simples.

Refletindo a realidade que muito de nós vivemos, em diversos momentos me senti em um passeio com amigos de adolescência  nos típicos bairros aqui da minha cidade. Posso dizer, que o clima me remeteu também ao  seriado a Grande Família produzido no Brasil e que  também amo.

Mas, qual a história por trás desses detalhes admiráveis?

Deliha, conta a história de uma jovem jovem muito engraçada e de bom humor, que procura um grande amor e nessa busca experimenta diversas situações engraçadas. A confusão começa quando Deliha um dia vai ao adivinho com seus amigos para saber quando vai casar. No mesmo dia, o belo Cemil e seu irmão Cemal abrem um estúdio fotográfico no bairro  o que leva a pistas da revelação do adivinho. (Sinopse oficial por kinofilme)

No filme, Deliha (Gupse Ozay)é  uma jovem bem despojada, maluca, explosiva e nada feminina no contexto que maioria considera como tal. Falando o português claro, ela está bem distante dos padrões de requinte e beleza tão pregados por aí.

E ainda assim, ela sustenta uma auto estima inabalável e em nenhum momento da trama, mesmo nos mais tristes percebi qualquer tipo de  questionamento por parte dela sobre sua capacidade de encontrar seu amor, amar e ser amada por conta de sua aparência ou personalidade de moleca extravagante.

O que se vê em Daliha é um show de amor próprio e naturalidade, um exemplo de que podemos ser queridos e admirados por nossas peculiaridades, ou total ausência do que consideram belo em nós, mesmo em um mundo repleto de julgamentos cruéis que exclui pessoas pela  aparência.

Assim, Deliha é uma garota vibrante que irradia sua verdade sem se atentar para a o julgamento de terceiros, ela simplesmente age, seja na defesa dos amigos, na empreitada rumo aos seus objetivos ou nas mais mirabolantes estratégias para ser presente na vida do seu amor.

Logo, Daliha foi um filme que não só me fez rir, mas também refletir sobre valorizar quem enxerga o melhor de nós, sobre a importância de termos e sermos amigos dispostos a apoiar e defender, e principalmente a levar a vida com mais leveza.

Não importa o quão nossa essência seja aos avessos ou  que a palavra imperfeição tenha nossa foto ao lado,  se nos mantemos fiéis a nós mesmos,  quando o amor acontecer será verdadeiro, será pelo que de fato somos. Eu acredito!!!

Penso que talvez a autora talvez também acredite, afinal, quando a trama termina a Deliha continua a mesma, sem passar por nenhuma transformação para se tornar “um fenômeno de beleza” como geralmente ocorre em filmes com essa pegada como por exemplo, a Bela e a Fera e a novela mexicana Betty a Feia.

Sabe outra coisa legal sobre o filme Deliha?  É que com esse filme a atriz principal   Gupse Ozay,  se tornou  a primeira mulher na Turquia a escrever e protagonizar um filme, a personagem Deliha é criação de Gupse  o que tem  inspirando mais mulheres orientais a buscar oportunidades na indústria cinematográfica turca, não é bacana isso?

Então, eu só tenho motivos para amar de paixão esse filme e aguardar ansiosamente o Deliha 2 que está vindo por ai.

Bom, vou ficando por aqui, beijos e até a próxima belly aventura.

Assista abaixo o Trailer oficial do filme, infelizmente não encontrei com legenda em português, mas não se preocupe no  Netflix a trama é inteira legendada no nosso idioma e falado em árabe… (Adorooo)

Referências: Adage.com     Netflix