Inspire-se

Expressiva, Graciosa e Talentosa conheça Yalia Raks

Salam belly lindas e belly lindos, hoje temos por aqui uma bailarina extremamente expressiva, graciosa e talentosa que se chama Yalia Raks.

De cara, já adianto que é impossível assistir uma performance dela e não ser conquistado por sua simpatia e desenvoltura na dança.

Quando a vi pela primeira vez fiquei vidrada na maneira com que ela domina os movimentos, como brinca com os ritmos e como sabe extrair o teor das músicas para sua expressão facial e corporal.

Eu adoro assisti-la em qualquer modalidade, e ver sua versatilidade em ação. Quando ela dança tenho a impressão que existe diferentes pessoas em uma só, como se para cada música e modalidade ela tivesse um conjunto de habilidades diferentes sem deixar de ser ela mesmo.

Sim, a Yalia tem todo um jeitinho especial, principalmente quando baila sorrateiramente esboçando os mais lindos sorrisos, os mais encantadores olhares nos momentos certos e com os gestuais harmonizados com toda essa expressão, ah é transcendental!

Foi por isso que não perdi tempo, e tratei logo de puxar umas conversas com ela, e é esse bate papo que vou compartilha com você aqui nesse post.

Então, vem comigo para conhecer um pouco mais dessa maravilhosa bailarina de terras distantes, mas que dança como se estivesse pertinho dos nossos corações🤗.

 

 💛Como e quando você entrou para o universo da Dança do Ventre?

 

Minha história com a arte da dança começou por meio do ballet quando eu ainda era criança, mas eu não gostava muito por causa do professor rigoroso que tive na época.

Mais tarde, já com 12 anos, tive a oportunidade de visitar um acampamento de verão com diferentes estilos de dança.

Nesse acampamento tomei algumas aulas de danças africanas e comecei a sentir alegria de dançar, mas ainda não era algo que me arrebatasse de fato.

Já quando eu tinha 14 anos, vi um belly dancer se apresentando em um evento de dança africana, e ai sim, algo mais intenso foi tomando conta de mim.

Fiquei espantada com aqueles movimentos fantásticos e com a energia contagiante que a bailarina espalhou no local com aquele estilo de dança.

Assisti-la, foi uma experiência tão incrível para mim que se tornou um sonho dançar aquilo, e lógico, eu fui em busca de realizar.

Então, essa mesma bailarina da apresentação tornou-se minha primeira professora de dança oriental em Viena, marcando a iniciação nessa arte que regeria minha vida futuramente.

Assim, quando eu já estava com 16 anos senti a necessidade de me especializar, indo buscar diferentes didáticas por meio de professores convidados que vieram a Viena.

E quando eu estava com 18 anos essa necessidade de aprendizado se intensificou, me fazendo alçar voos maiores.

Foi então que comecei a sair de Viena, indo para lugares como a Alemanha e Egito o que fez eu me aprofundar ainda mais nos mistérios dessa arte milenar.

E foi assim, que começou minha jornada repleta de experiência maravilhosas.

 

💛Qual foi o maior desafio que você enfrentou na Dança do Ventre?

Aprender Dança do Ventre não é das tarefas mais fáceis, exige estudos consistentes em um mundo de aprendizado cravado de desafios culturais e técnicos.

Mas, seguir superando as dificuldade no quesito prática da dança em si e seus contextos técnicos, embora não seja simples, não foi meu maior desafio.

💬O maior desafio que enfrentei com certeza foi descobrir por mim mesmo, quem eu sou, me aceitar, e me valorizar para muito além da aparência.

Isso porque, as vezes a gente internaliza uma imagem generalizada da belly dancer ideal, que é ter um corpo de Top model, ou um certo estilo dinâmico de dançar considerado como belo e aceitável.

Então, nem sempre é fácil ter auto confiança ou encontrar seu próprio estilo, e sentir-se verdadeiramente capaz, quando se está rodeado de fatores que podem minar sua motivação.

Estes fatores são tão sérios que podem te levar a se comparar destrutivamente com os outros e anular seu potencial. É preciso estar atento a estas armadilhas, pois, se dermos muita vasão podemos criar bloqueios psicológicos e emocionais poderosos que neutralizam a vontade de realizar coisas que somos perfeitamente capazes.

Meu desafio foi também  não cair nessa de me neutralizar, mas sim, acreditar em mim, enfrentar meus medos e ir em busca do meu sonho de dançar com segurança e amor não somente pela arte, mas por mim também.

Assim, quando decidi mergulhar de vez no mundo da Dança do Ventre passei a me enxergar com outros olhos.

💬A dança revelou meus potenciais artísticos, me fez quebrar minhas próprias barreiras, e nesse caminhar fui aos poucos construindo meu estilo, fazendo uso do que me cabia melhor dentro de tudo que a arte oferece.

E quando eu falo de caber, coloco na lista caber nos movimentos, nos figurinos, no contextos performáticos, e no mundo belly dance muitas vezes padronizado.

Acredite, pode existir muita insegurança nesses quesitos quando se tem um tamanho maior. Hoje com as experiências que tive, aprendi que tudo pode me caber, bastava eu me conhecer, e me aceitar.

Aprendi também que os movimentos da dança do ventre quando bem executados valorizam a beleza de qualquer corpo, e realçam a feminilidade existente em todas as formas.

Para isso, basta a gente trabalhar nossa segurança psicológica, descobrir e ampliar nossas possibilidades, deixando a técnica fluir em meio as nossas emoções.

Com isso, posso dizer que estou me sentindo confortável com o estilo dos figurinos que escolho para mim, e com a forma que eu danço.

💛O que a dança do ventre mudou na sua vida e quais são as principais transformações que esta arte criou em você?

A maior transformação foi o fato de eu me sentir confortável com meu corpo, me sentir confiante, linda e feminina.

Eu era uma adolescente muito tímida, escondendo meu corpo com grandes roupas e não me sentia nada feminina. A dança oriental me deu muita autoconfiança.

Além disso, se tornou uma arte que faz parte da minha vida e de quem sou, fez de mim uma professora e intérprete profissional, então eu trabalho com dança quase todos os dias, e sinto muito prazer nisso.

Até minha vida social gira em torno da Dança do Ventre, onde grande parte dos meus amigos e das pessoas com quem convivo estão direta e indiretamente envolvidos com ela.

 

 💛Você mora em Viena, Áustria, como é o mercado da dança do ventre nessa região?

 

A dança oriental na Áustria não é tão popular, é por exemplo, na Hungria, República Tcheca ou na Alemanha. A verdade é que a Áustria é um país muito pequeno, então o cenário belly dance aqui também é pequeno.

Além disso, muitas pessoas por aqui veem a dança do ventre como uma espécie de fitness ou ginástica, e não como uma forma de arte ou estilo de vida.

Assim, a quantidade de pessoas que querem aprender, e investir de verdade para conhecer a arte de modo mais aprofundado, ainda é pequena na Áustria.

A boa notícia é que em toda a Europa um certo interesse por esta arte está fluindo mais intensamente, o que é muito bom, pois, desde 2009 muitos professores de dança oriental tiveram que abandonar seu trabalho por falta de demanda.

Mas, ainda há os verdadeiros amantes da dança oriental que desejam aprender essa arte, e por aqui estamos trabalhando para torna-la ainda mais atrativa, e não vamos desistir.

 

 💛Como você estuda dança do ventre? Como é a sua rotina e prática?

A dança oriental está sempre na minha cabeça, faz parte da minha rotina, sendo assim, além dos treinos convencionais eu dedico muito tempo a leitura de artigos, análise de vídeos, e sempre que tenho tempo faço workshops de outros bailarinos.

Sem contar que em Viena, eu dou aula quase todos os dias, então, este também é um treinamento intenso para mim.

 

💛 E para finalizar, me diga na sua opinião, o que seria uma boa performance da dança do ventre e o que o dançarino precisa ter para executar uma boa performance?

Todos têm um gosto diferente, claro, mas, para mim uma boa performance é aquela que me faz sentir conectada a quem está dançando, que me faz sentir as suas emoções.

Lógico, que também gosto de ver boa técnica e musicalidade apurada, mas a expressão das emoções é com certeza o aspecto mais importante para mim.

Sobre o que a bailarina ou bailarino precisam ter, eu digo que ter o mais lindo figurino e o corpo mais fitness do mundo, pode até ajudar, e fazer parte do conjunto, mas isso, não é garantia de essência e de beleza real de uma performance.

Quem dança precisa ter entrega, estar realmente seguro de si e do seu momento. Precisa sentir sincero amor pelo público, se comunicar com ele por meio da sua arte, e assim tocar as pessoas que o assistem.

Então, eu sou mais profunda para classificar uma performance como boa, para mim, o corpo não é importante, o figurino não é importante (desde que se encaixa no estilo da dança), mas a emoção, e a forma como a bailarina me envolve a ponto de todo aparato visual se tornar secundário, isso sim, é muito importante.

 

💛 Bom belly lindas e belly lindos, chegamos ao fim dessa aventura e aproveito para agradecer a Yalia Raks que é uma amor de pessoa, muito carinhosa, humilde e acessível. Com certeza,  vale a pena ter na sua lista de belly amigos e acompanhar o trabalho dela.

Mais abaixo tem dois videos dela postados em nossas redes sociais e o contato para você segui-la de perto.

Obrigada pela companhia e até a próxima belly aventura.

Yalia (Facebook) Yalia (Youtube)

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