Aprenda a dançar

Como vencer o medo de se apresentar em Público

O Medo de se apresentar em publico está presente também na Dança do Ventre, o que pode atrapalhar e muito o desenvolvimento da bailarina na dança.

Atrapalha porque esse medo por vezes se origina de questões emocionais que desencadeiam inseguranças, o que acaba reprimindo não só a expressividade da dançarina mas também alterando comportamentos.

Quem tem esse tal medo geralmente evita  participar de eventos da escola, evita também demonstrar sua dança na frente dos colegas de sala de aula, para a professora, ou até mesmo, costuma passar mal em dias de apresentações.

Eu por exemplo, era do tipo que embora não me sentisse mal fisicamente, por dentro, todo meu contexto emocional se alterava.

Assim, eu me transformava em uma pilha de nervos  só de pensar na possibilidade de estar  ali debaixo dos holofotes em frente à um publico, dançando para “TODO MUNDO VER”. Mesmo o mundo todo não estando lá, no fundo, era assim que eu  sentia!

As vezes, esse pavor  não me impedia de me apresentar mas me transformava em um poço de ansiedade, alterando negativamente meu comportamento e até mesmo minha dança.

Com o tempo, e amadurecimento na Dança do Ventre,  fui vencendo meus enormes obstáculos conquistando auto confiança, aprendendo a lidar com os conflitos interiores que causavam esses males.

E hoje posso dizer que tive um grande avanço conseguindo me apresentar sem ter quase um infarto pré palco.

Mas como foi que  consegui vencer o medo e o nervoso de dançar em publico?

Foi entendendo a diferença entre medo positivo e medo negativo que passei a perceber o que me causava tamanho stress, e adivinha como venci? Sim, me apresentando cada vez mais!

Para que você entenda melhor, é importante deixar claro, que um certo medo ou nervoso sempre vão existir.

No universo belly dance, o medo positivo é um fenômeno conhecido como ” borboletas no estômago”,  que nada mais é que aquele friozinho na barriga antes de uma apresentação o que é considerado  perfeitamente normal.

Muitos costumam dizer inclusive que esse medo positivo  é a mágica da emoção que antecede o palco.

O problema é quando essas borboletas ainda estão no casulo, ou seja, quando no lugar do friosinho há um embrulho no estômago, um medo intenso e as vezes paralisante que nos impede de voar  influenciado negativamente nossas emoções.

Então, como libertar suas borboletinhas?

Nossas borboletinhas se libertam quando no lugar de paralisar a gente se desafia ainda mais. Quando a gente não perde  nenhuma oportunidade de se apresentar, seja para as colegas, para professora ou para uma imensa plateia.

Por incrível que pareça, até as minimas apresentações funcionam como um exercício poderoso para que aprendamos desde já a lidar com bloqueios e inseguranças que sufocam nossas emoções nos impedindo de ir em frente.

Quanto mais você se apresentar  mais vai enfrentar e compreender suas inseguranças em vários aspectos, por isso, meu conselho a você é: Apresente-se muito, nem que seja para sua família na sala de casa!

Assim, você  vai adquirindo experiência prática e emocional trocando aos poucos o medo e o nervosismo negativo pelas tão famosas borboletas que estarão ali te desafiando a dar o primeiro passo rumo a sua linda jornada com a dança e não te sufocando.

Agora, somado ao auto desafio temos também algumas situações cotidianas que quando evitadas podem ajudar e muito nessa missão, veja a seguir:

A falta de organização para o grande dia podem aumentar os níveis de stress e consequentemente o medo e o nervosismo

Procure se organizar com antecedência, maquiagem, roupa, transporte, horário e etc, esses pequenos detalhes parecem besteiras, mas acredite, se não verificados   podem trazer irritação agravando o nervoso.

Imagina só chegar atrasadíssima no evento? Ou quando chegar perceber que esqueceu uma parte importante do seu figurino? Certamente a sensação de que tudo dará errado tomará conta de você afetando sua tranquilidade e consequentemente aumentando o nervosismo.

Lógico que mesmo se organizando imprevisto acontecem, mas ao diminuir as chances de stress diminui-se também a possibilidade de entrar em pânico, por isso bailarina, ORGANIZE-SE.

Evite situações nos bastidores que podem desencadear stress

O grande dia muita vezes gira em torno de  um  furacão de expectativas  onde cada uma expressa seu nervoso a sua maneira reagindo de formas diferentes.

Assim, tem aquelas bailarinas que ficam tagarelas, outras que se isolam e por aí vai,  e é em meio a esse ambiente  que mais se tem o risco dos nervos a flor da pele  virem a tona transformando camarins e corredores em verdadeiros campos minados.

Muitas bailarinas ficam impacientes e estressadas sendo capazes de fazer qualquer um se sentir em guerra na  faixa de gaza e isto pode influenciar negativamente e se arrastar para a performance no palco.

Diante de tal quadro fica a dica:

  • Não deixe para se arrumar totalmente no evento, se possível, já vá maquiada e semi vestida isso evita muita dor de cabeça principalmente em camarins lotados, lembre-se: evite estress desnecessário.
  • Tem gente que se tranquiliza fazendo dos bastidores sua concentração, escolha um cantinho alongue-se, faça exercícios de respiração.
  • Leve um fone de ouvido com músicas relaxantes ou a música de sua performance e repasse a coreografia mentalmente, mas se no seu caso isso a deixa com maior ansiedade, distraia-se conversando com amigas sobre outros temas que não a apresentação ou seja procure maneira de se sentir confortável e com a ansiedade nivelada.

Quando nervosismo bate e você já está no palco é preciso desfocar do motivo que o causa

Tenho amigas que não apresentam problema nenhum nos bastidores, mas quando entram no palco o nervosismo toma conta de suas emoções afetando a consciência corporal tão gravemente  a ponto de a pessoa não  sentir  as partes do seu corpo afetando inclusive o restante dos  sentidos.

Há quem diga que  não consegue se quer ouvir a musica, ficando meio surda e perdida em seus pensamentos ansiosos. Algumas se queixam que o nervoso afeta também a velocidade motora,  deixando os movimentos mais lentos do que a coreografia pede ou acelerando demais.

Em outros casos a pessoa trava e vem aquele famoso“branco”, o total e completo esquecimento da sequência ou coreografia, o que eleva o nível de nervosismo.

Você deve estar achando isso um exagero não é verdade? mas,  quando se trata de sentimentos e emoções essas situações são perfeitamente compreensíveis. Sobre isso a psicóloga e jornalista britânica, Dorothy Briggs Corkille diz que:

“Os sentimentos provocam modificações corporais. Sob a tensão de emoções fortes, certas glândulas entram imediatamente em ação ocorrendo modificações psicológicas importantes (…). As emoções nos transformam em pessoas quimicamente diferentes”

Diante de tal quadro fica a dica:

  • Muitas vezes isso acontece pelo medo do julgamento alheio, sendo assim, procure harmonizar seus pensamentos, e se automotivar positivamente no mais alto estilo eu quero, eu posso, eu consigo e não preciso da aprovação dos outros para ser feliz com minha dança!
  • Se o motivo do seu nervoso é alguém em especial na plateia, evite contato visual, se possível finja que tal elemento perturbador nem está ali.
  • Caso bata aquele branco coreográfico, não foque no que você esqueceu, não se permita quebrar o fluxo de sua dança, até porque  todo munda erra  siga em frente e continue.

Bom, essas foram algumas dicas que funcionaram comigo e espero que funcionem com você, lembrando que existe as mais variadas técnicas para se vencer essa situação , e a grande verdade é que não se tem uma receita pronta  já que cada um responde de forma diferente aos estímulos e emoções, é aí que o auto conhecimento pode ajudar.

O mais importante de tudo minha querida colega bailarina é que você encontre meios para buscar vencer seus próprios obstáculos e que medo, ansiedade ou  nervoso nunca te impeçam de realizar seus sonhos com a dança.

Muito obrigada por me acompanhar nesse post, te vejo na nossa próxima conversa, Beijos!!!