Sem categoria

Postagem de teste

Você sabia que um dos métodos mais eficazes de se aprender Dança do Ventre é a partir da escala de movimentos?

Eu não sabia, e pior que demorei um pouco a descobrir e consequentemente demorei mais a aprender a arte da dança.

Isso porque eu estudava sem direção, sem nem ao menos saber por onde começar de verdade, então eu treinava os movimentos de maneira espalhada conforme  apareciam na minha frente.

Até que  lembrei do método das escalas de movimentos que um dia aprendi com um colega no Street dance e que abriu meus horizontes fazendo com que eu passasse  a aprender dançar mais e de maneira muito melhor seguindo cada fase que o street  determinava segundo esse colega. Foi aí que me veio  pergunta: SERÁ QUE EXISTE ESCALAS DE MOVIMENTOS NA DANÇA DO VENTRE?

Descobri que sim, existe e é bem mais detalhada e simples de entender e fez uma enorme diferença nos meus estudos, por isso,  acredite em mim quando digo que conhecer as escalas pode ajudar você a compreender as características e possibilidades de aplicações dos principais movimentos da dança do ventre mais fcailmente.

O método funciona tão bem que não estou sozinha no amor pelas escalas, a  bailarina profissional Maria Faria diz :

 

“Utilizo das escalas para um aprendizado e ensino mais consciente e organizado dos movimentos da dança do ventre. Sigo essa metodologia há alguns anos, e, tem dado certo para as alunas, e, sobretudo, para a minha organização pessoal dos níveis em sala, avaliando  a consciência corporal das alunas e seu desenvolvimento no processo de aprendizado.”

 

Essa mágica acontece pelo fato de que as escalas de movimentos funcionam como estágios ou fases de aprendizado dos movimentos de acordo com suas peculiaridades.

Logo, o objetivo é que você siga uma sequência de treinos organizada em fases que vão se dividir de acordo com as características dos movimentos existentes na dança do ventre.

Seguir cada estágio respeitando a sequência de avanços técnicos da arte belly dance faz com que você não só gerencia melhor seus estudos como também fundamente sua dança com maior entendimento e domínio de movimentos.

Dessa forma, quando você estuda pelas escalas seu corpo vai gradativamente se adaptando e adquirindo uma consciência corporal mais profunda e genuína a medida em que você vai dominando cada fase, formando assim uma base técnica sólida para sua dança.

Nesse ponto você deve estar se perguntando, afinal o que são essas escalas, não é mesmo?

A resposta é simples, essa escala corresponde à família dos principais tipos de locomoção existentes na dança do ventre separados de acordo com suas características.

Nesse sentido a escala se divide em quatro partes: Movimentos Sinuosos (Iniciação), Movimentos Secos (intermediários), Movimentos Reverberados (avançados) e Movimentos Quebrados (Master). Agora  veremos cada uma de modo mais específico, vamos lá!

São movimentos extremamente lindos e hipnotizantes desenhados pelo corpo de maneira curvilínea, como se você estivesse deslizando em formas onduladas  e arredondadas.

Lembra do movimento natural das serpentes ou cobras? Então, elas se movimentam  de forma sinuosa articulando-se perfeitamente em curvas ondulatórias e circulares.

E geralmente é com esse tipo de movimento que você vai  iniciar sua  jornada de aprendizado na Dança do Ventre, pois embora eles pareçam complicados para quem se sente endurecido no primeiro momento, os sinuosos na verdade são o que há de mais confortável para ampliar sua percepção rítmica, potencializar sua consciência corporal e   trabalhar sua flexibilidade fluída no seu processo de introdução à arte belly dance.

Assim,  é comum que comecemos a estudar a dança do ventre pelos movimentos redondos seguidos dos mais diferentes tipos de  oitos ,  ondulações e etc.

 

São movimentos de linha reta que possuem paradas bruscas nos cantos ou extremidades das formas dando o efeito de batida. A família dos movimentos secos costumam entrar em nosso estudos intermediários iniciando pelo que chamamos de batidas laterais de quadril.

Se você deseja entender melhor o assunto veja aqui no Bellymaníacas esse post  sobre 4 tipos de treinos com batidas laterais . Além das batidas laterais são considerados como pertencentes a família dos movimentos secos os soldadinhos, os twists, e etc.

São movimentos maravilhosos que causam um verdadeiro resplendor em sua dança dando a sensação de tremido contínuo com efeito reverberado, tipo como ocorre no chacoalhar da cauda de serpente.

E tal como ocorre em todas as escalas,  os movimentos reverberados podem ser executados  em diversas partes do corpo, por tanto, temos como exemplo dessa família  movimentos como  shimmie de quadril, shimmie de ombro e etc.

Essa família de movimentos  vai entrar em nossos estudos em um estágio mais avançando, ou seja,  após os sinuosos e secos já que  eles nos fornecerão a base para ampliar nossas consciência corporal, nossa capacidade de isolamento entre os membros e uso correto dos joelhos e pés tão necessários nos movimentos reverberados.

 

Eles pontuam os desenhos dos movimentos como se sua dinâmica fosse tracejada dando o efeito visual de quebrado.

Essa família de movimentos entra em nossos estudos na fase master, ou seja, quando sua consciência  corporal está apurada te possibilitando um perfeito domínio  dos processos de locomoção de forma que você tenha precisão na hora de quebrar qualquer forma durante a execução dos desenhos sem perder sua legibilidade.

 

Então, estas são as quatro escalas e e lembre-se: o ideal é que você siga esta sequência em seus estudos começando pela família dos sinuosos que vão te ajudar a desenhar com maestria e se dar bem nas outras escalas até quebrar tudo, no bom sentido, claro.

E eu não poderia deixar de informar que  após o aprendizado de pelo menos três movimentos de determinada escala  você pode começar a trabalhar a combinação entre eles, afinal, é a combinação que forma sequências que consequentemente  se transforma em dança.

Vale destacar que essas combinações inicialmente devem ser feitas entre membros da mesma família e conforme o avanço nas escalas para só depois fazer a combinação geral e se jogar na alquimia dos movimentos criando sequências e coreografias surpreendentes.

Bom,  vou ficando por aqui, espero que o post de hoje facilite seus preciosos estudos. E se você deseja ver os movimentos na prática assista o vídeo abaixo.

Aproveito para agradecer  a bailarina  Mari Faria  do @studiokizara  que colaborou  e incentivou esse post. Muito obrigada querida é uma honra ter uma inspiração de Goiânia nas páginas do Bellymaníacas.

Referências –

Glossário da Dança do Ventre (Suheil)