Inspire-seViver de Dança

Viver de Dança, um ato de Coragem Repleto de Amor

Salam, belly lindas e belly lindos, hoje vamos inaugurar uma sessão nova aqui no blog  e vamos chama-la de Viver de Dança. Nesta sessão vamos contar histórias e experiências de bailarinas e artistas que vivem de dança, além de dicas e inspirações.

E para abrir com chave de ouro teremos a presença da bailarina, professora e coreógrafa Nuriel el Nur que tem mais de 20 anos dedicados a arte da Dança do Ventre em Natal/RN.

Assim, Nuriel abre o coração nesse post  mostrando que Viver de Dança, é um ato de Coragem Repleto de Amor, e mais, ela nos conta 5 lições que  aprendeu na desafiadora escolha de Viver de Dança.

Então vem com a gente nesse artigo repleto de dicas preciosas compartilhadas por essa renomada bailarina.

 

 Ouvir e confiar na sua professora pode ser um bom começo

O fato de ouvir e confiar em minhas professoras foi fundamental para que eu reconhecesse minhas potencialidades artísticas e atendesse o chamado da dança de maneira mais profunda.

Confesso a você, que nunca planejei viver de dança e comecei na Dança do Ventre sem maiores pretensões e foram elas, minhas mestres, Nilza de Moreira e Mônica Landi, ainda em Goiânia que me levaram ao fascinante universo de ensinar esta arte.

Foram minhas mestres que plantaram a sementinha de viver de dança em mim, me motivando  a dar aulas e investir com mais afinco em meus estudos,  dando início a futura transformação da Michelle advogada em Nuriel bailarina e professora.

Logo, é sempre bom ouvir e confiar em seus mestres belly dance, a visão que eles tem sobre nós são muitas vezes cruciais para descobrir e revelar nossas vocações.

 

 Quando essa arte te chama o universo conspira a favor para que ela aconteça em sua vida

Sim, e muitas vezes de maneira inesperada e surpreendente, pelo menos foi isso que aconteceu comigo.

Após 3 anos de dança em Goiânia, já como professora, e com 20 anos de idade, recebi um convite para fazer estágio em Natal-RN na área do Direito, e foi aí que a aventura começou.

Mas tem mais um detalhe, eu Já conhecia Natal? Não. Já conhecia há muito tempo as pessoas com quem iria morar e trabalhar? Não.

Apenas, enchi o coração de coragem e resolvi abandonar tudo, mudar de cidade, “meter o loco” e seguir com a cara e a bagagem rumo à Natal somente para advogar.

E como a fase era de revolução, decidi cortar o cabelo tipo “Joãozinho” e ir em busca de uma “carreira promissora” como advogada.

Foram 6 meses de muito sofrimento, de repente, eu me via mergulhada em um trabalho onde nada me agradava, mas, a dança estava sempre me acompanhando, sendo minha força e alicerce emocional para suportar minhas frustrações.

E assim, fiz a primeira apresentação de dança em um shopping em Natal, e com isso consegui a primeira turma de dança em uma academia de uma das poucas famílias árabes da cidade.

E então, as coisas começaram acontecer naturalmente, e foi quando passei a ouvir o chamado da dança, como se esse fosse meu destino, e meu coração além de se sentir feliz, começou a se entregar a inúmeros projetos voltados a dança, que mudariam pra sempre a minha vida.

É por essas e outras que acredito firmemente que quando a Dança te escolhe a ponto de fazer parte de você, não tem como fugir, as coisas vão acontecer e se o chamado for muito forte, em algum momento você precisará escolher.

 

 Às vezes é a Coragem de Viver a Vida que te leva a escolher Viver de Dança

Ainda resisti por mais 1 ano trabalhando na área e fazendo um MBA em Direito Empresarial pela FGV, o que estava me afastando da arte da dança e eu não estava nada feliz com isso.

 Logo, eu me via em um dilema: Viver de Advogar, ou viver de Dança?

Ora, o que gritava dentro de mim era o viver de dança, mas por outro lado inúmeras inseguranças fluíam, afinal, uma escolha dessas carrega um mundo de possibilidade muitas vezes desconhecidas.

Assim é normal que medo e insegurança venham a tona, mas eu decidi por encher o coração de coragem mais uma vez, e ir à luta.

Afinal, estava claro para mim que eu amava a Dança do ventre e estava disposta a correr o risco, mesmo com medo das consequências, o fato é, que eu simplesmente não podia calar esse amor.

E uma coisa  importantíssima nessa decisãofoi o apoio da minha família. Foi com a ajuda da minha família que nasceu a escola de dança Tuaregue.

Hoje a Tuaregue representa uma ato de coragem, é uma escola nascida de uma escolha feita por amor onde por muito tempo precisei provar para mim mesmo e para minha família que poderia me sustentar.

E foi com a Tuaregue que minha jornada na Dança do Ventre começou de maneira decisiva.

Hoje somos 3 pessoas vivendo de dança na Tuareg, eu, minha irmã Mônica Santiago que vive do seu atelier de figurinos e xales, e minha sobrinha Agatha El Nur que é também bailarina e professora da casa.

Não só nós vivemos da dança, hoje existem diversas escolas em Natal, com ex-alunos diretos ou indiretos que conseguiram dar continuidade aos seus sonhos e que levam a dança como profissão.

Agatha El Nur também professora na Escola Tuaregue em Natal/RN

Viver de Dança, e para a Dança é um Investimento Contínuo

Uma coisa que aprendi em todo esse meu tempo dedicados a arte, é que viver da dança nunca foi fácil, ainda não é, e talvez nunca será.

É algo para bailarinas persistentes, que nunca se cansam de aprender, inovar e principalmente reinvestir, afinal, nem só de amor sobrevive sua arte e nem sua escola.

Então é necessário não só ganhar, mas reinvestir o que ganha nela mesmo. É um ciclo interminável onde o que se ganha ensinando, serve para adquirir novos conhecimentos e capacitar-se sempre.

Essa capacitação constante é que vai montar um alicerce de qualidade que te possibilite viver de dança como um verdadeiro profissional.

É por essas e outras que viajei por alguns lugares e fiz aulas com tantos professores quanto podia $$, investir em aulas com outros profissionais foi determinante para eu adquirir mais confiança didática para eu me tornar a bailarina e professora que sou hoje.

Então minha dica para você que vive de dança, é fazer workshops sempre, e estar alerta ao material disponível, às novidades (livros, dvds, músicas, youtube…) e questionar, duvidar, pesquisar, comprovar, atestar.

Além de compartilhar os conhecimentos, pois é ensinando que se aprende.

 

 Para Viver de Dança é preciso Manter bons Relacionamentos e Aprender com os Erros

Não basta ser uma excelente bailarina ou gestora do seu negócio em dança, é preciso saber cultivar bons relacionamentos fora e dentro do meio.

Assim, você precisar adquirir uma postura ética, respeitosa e profissional, acredite, é um exercício constante, eu tive que aprimorar tudo isso, além de aprender a lidar com a autocrítica e com a crítica dos outros.

Tive que ver o respeito e a humildade como a palavra-chave na minha trajetória vivendo de dança. Assim, exercitar e fortalecer o respeito pelos professores, pelos colegas, pelos concorrentes, pelos alunos e principalmente, o respeito por minha própria trajetória foi fator determinante para muitas de minhas vitórias nessa jornada.

Agindo dessa forma, consegui colher bons frutos, afinal, valorizar e respeitar verdadeiramente as pessoas que lhe cercam e que de alguma forma se envolvem no seu caminho belly dance constrói pontes para oportunidades maravilhosas, além de credibilizar seu trabalho e sua escola.

Lembre-se sempre que, viver de dança é um desafio, e não se consegue sozinho, valorize e respeite seus colegas.

Contatos de Nuriel El Nur (Facebook) (Instagram)

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